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07.11.2018
Para centrais, acabar com ministério levará ao fim da carteira assinada

Futuro governo estuda fatiar atribuições da pasta entre outros órgãos ligados ao campo social e ao novo Ministério da Economia

Por Redação

 

Centrais sindicais veem risco aos direitos dos trabalhadores com extinção da pasta (Reinaldo Canato/VEJA.com)

CUT e Força Sindical, as duas maiores centrais sindicais do país, criticaram o anúncio de Jair Bolsonaro (PSL) de acabar com o Ministério do Trabalho. Sem dar muitos detalhes, o presidente eleito disse que a pasta será extinta ou incorporada por outro ministério.

Para o presidente da CUT, Vagner Freitas, a proposta ‘coloca em risco os direitos que sobraram aos trabalhadores’ após a reforma trabalhista, aprovada pelo governo de Michel Temer (MDB). “A gente não vai ter com quem discutir no novo governo a valorização do salário mínimo, a manutenção da aposentadoria, o FGTS, as férias. Ele vai fazer o que prometeu e acabar com a carteira assinada e seus direitos”, disse Freitas em vídeo publicado nas redes sociais.

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Segundo ele, acabar com o Ministério do Trabalho mostra o desrespeito de Bolsonaro com o ‘mundo do trabalho’. ‘Um presidente sem respeito pelo trabalhador. Por que ele não mexe com ministério que tem a ver com os empresários? Não, só mexe no ministério que tem a ver com os trabalhadores.”

O secretário-geral da Força Sindical, João Carlos Gonçalves, o Juruna, afirmou que o fim da pasta amplia a responsabilidade das entidades sindicais. “Será preciso ter mais força para lutar pelos direitos dos trabalhadores.”

 

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